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  • Luvas de proteção para o setor de óleo e gás: como escolher o modelo certo para cada risco


    Luvas de proteção para o setor de óleo e gás: como escolher o modelo certo para cada risco

    O setor de óleo e gás concentra algumas das operações industriais com maior exposição a riscos mecânicos, químicos e térmicos. Nesse contexto, as luvas de proteção para o setor de óleo e gás não são apenas um item de conformidade regulatória, são um componente crítico de segurança que precisa ser escolhido com critério técnico, considerando a natureza específica de cada atividade.

    Continue a leitura para entender quais riscos estão presentes em cada etapa da operação e como identificar o modelo de EPI para óleo e gás mais adequado para cada função.

    Os 5 principais riscos para as mãos em operações de óleo e gás

    As atividades de perfuração, extração, fraturamento hidráulico, içamento e manutenção de equipamentos expõem os trabalhadores a uma combinação de riscos que raramente ocorre de forma isolada. Portanto, a escolha das luvas de proteção precisa considerar o perfil completo de exposição de cada função, e não apenas o risco mais evidente.

    Os riscos mais frequentes incluem:

    • Corte e laceração: contato com tubulações, cabos de aço, bordas metálicas e ferramentas cortantes;
    • Impacto e esmagamento: operações de içamento, manuseio de válvulas e conexões sob pressão;
    • Perfuração: exposição a superfícies pontiagudas em ambientes de perfuração e extração;
    • Agentes químicos: contato com óleos, graxas, solventes e fluidos de perfuração;
    • Superfícies escorregadias: ambientes molhados ou com acúmulo de óleo que reduzem a aderência.

    Além disso, em plataformas offshore e em refinarias, o risco de queimaduras por calor radiante ou contato com superfícies aquecidas também precisa ser considerado na especificação do equipamento de proteção.

    Entenda como as normas orientam a escolha das luvas

    A NR-06 (Norma Regulamentadora de Equipamentos de Proteção Individual) estabelece a obrigatoriedade do uso de EPIs sempre que as medidas coletivas de proteção não forem suficientes para eliminar ou neutralizar os riscos. No setor de óleo e gás, isso é praticamente universal, as condições operacionais tornam o uso de luvas de proteção indispensável em quase todas as frentes de trabalho. Para a seleção técnica, os parâmetros mais relevantes são:

    • Resistência ao corte: classificada pela norma ANSI/ISEA 105 (níveis A1 a A9) ou EN 388 (norma europeia equivalente para riscos mecânicos);
    • Resistência ao impacto: avaliada pela norma ANSI/ISEA 138, que classifica a resistência ao impacto em níveis 1, 2 e 3;
    • Resistência química: capacidade de barrar fluidos e agentes corrosivos presentes na operação;
    • Aderência em superfícies molhadas: especialmente relevante para operações offshore e ambientes com fluidos de perfuração.

    Sendo assim, quanto mais severo o ambiente, mais alto deve ser o nível de proteção exigido na especificação da luva.

    Veja 5 itens indispensáveis na hora de escolher o modelo certo de luvas de proteção 

    A escolha da luva ideal deve partir de uma análise de risco por função, e não por setor de forma genérica. Na prática, considere os seguintes critérios:

    1 – Nível de risco predominante 

    Funções de içamento e perfuração exigem foco em resistência ao corte e aderência em superfícies molhadas. Atividades de manutenção e inspeção podem demandar, adicionalmente, proteção contra impacto e abrasão.

    2 – Combinação de riscos simultâneos

     Em ambientes de óleo e gás, dificilmente o trabalhador está exposto a um único tipo de risco. Prefira modelos que ofereçam proteção combinada: corte, impacto e agentes químicos ao mesmo tempo.

    3 – Tempo de exposição e ergonomia

     Quanto maior a jornada, mais importante é o conforto e a aderência da luva. Um EPI que compromete a destreza manual pode gerar fadiga e, paradoxalmente, aumentar o risco de acidentes.

    4 – Certificações obrigatórias 

    Verifique se o modelo possui C.A. válido conforme a NR-06 e se atende às normas internacionais aplicáveis à atividade, como ANSI/ISEA 105 e EN 388.

    5 – Compatibilidade com outros EPIs 

    Em operações offshore e em refinarias, as luvas precisam ser compatíveis com macacões, luvas térmicas e outros equipamentos usados simultaneamente.

    luvas de proteção óleo e gás

    Veja quais são os modelos mais indicados para aplicações em óleo e gás

    Para ilustrar como esses critérios se aplicam na prática, vale conhecer as características dos modelos da linha KPN FORCE desenvolvidos para esse setor:

    KPN KCR5H: Referência para perfuração, extração, fraturamento hidráulico e içamento, a KCR5H é fabricada com HPPE (polietileno de alta performance) tricotado com fio de aço, nylon e spandex, com palma em banho de espuma nitrílica. Sua resistência máxima ao corte (ANSI A9) se combina com alta aderência em superfícies molhadas ou oleosas, o que a torna essencial em plataformas e refinarias.

    KPN KEV: Desenvolvida para atividades com risco simultâneo de corte, abrasão e contato com calor, a KEV conta com palma de 4 camadas e reforço com costuras de aramida. Essa composição garante resistência máxima ao corte (ANSI A9) e, com o tratamento hidrofugado, mantém a proteção mesmo em ambientes úmidos.

    KPN CR5: Versátil para funções de manutenção e suporte, a CR5 é fabricada com poliamida, poliéster, elastano e poliuretano, com palma pontilhada e tratamento hidrofugado. O resultado é uma luva com resistência máxima ao corte (ANSI A9) e proteção ao impacto nível 3, sem abrir mão do conforto em jornadas longas.

    Prevenção além da especificação do EPI

    Embora a escolha correta das luvas de proteção para o setor de óleo e gás seja fundamental, a prevenção eficaz depende também de outras práticas:

    • Treinamento dos trabalhadores para uso e conservação corretos das luvas;
    • Inspeção periódica para identificar desgaste e antecipar a reposição;
    • Gestão de estoque que evite rupturas de fornecimento em operações contínuas;
    • Revisão regular da análise de risco por função, especialmente após mudanças operacionais.

    Da mesma forma, um fornecedor que oferece suporte técnico e capacitação dos colaboradores agrega valor além do produto em si.

    Escolher as luvas de proteção para o setor de óleo e gás certas exige mais do que consultar um catálogo. É necessário mapear os riscos por função, entender as especificações técnicas de cada modelo e garantir que o EPI escolhido esteja alinhado às normas vigentes e às condições reais de trabalho.

    A linha KPN FORCE reúne modelos desenvolvidos especificamente para as exigências desse setor, com certificações completas e tecnologia de proteção combinada. Conheça as especificações completas e encontre o modelo ideal para cada função da sua operação em kpnsafety.com.br.

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