A ANSI/ISEA 138: o desempenho e a classificação das luvas resistentes a impactos é a norma americana que estabelece os critérios de avaliação e classificação da resistência ao impacto em luvas de proteção industrial. Para profissionais de segurança do trabalho e gestores de compras de EPIs, entender o que essa certificação significa na prática é fundamental para fazer escolhas tecnicamente embasadas e evitar que um equipamento aparentemente adequado falhe justamente no momento em que mais importa.
A KPN Safety é um exemplo de fabricante que submete sua linha de luvas a esse processo de certificação. Os modelos da linha KPN FORCE atendem à ANSI/ISEA 138, o que significa que os níveis de proteção indicados são respaldados por testes laboratoriais e não por alegações genéricas. Para empresas que precisam justificar tecnicamente a escolha de um fornecedor ou que estão sujeitas a auditorias e fiscalizações, esse tipo de documentação faz toda a diferença na hora da compra.
Continue a leitura para entender como a ANSI/ISEA 138 funciona, o que os níveis de proteção indicam e por que essa norma deve estar no centro da especificação de luvas anti-impacto para ambientes industriais.
Por que existe uma norma específica para resistência ao impacto
Antes da ANSI/ISEA 138:2019, não havia um método padronizado e amplamente reconhecido para medir e comparar a capacidade de luvas de proteção de absorver energia de impacto. Isso criava um problema real: fabricantes podiam alegar proteção contra impacto sem que compradores tivessem como verificar ou comparar essas informações de forma objetiva.
A norma foi desenvolvida pela International Equipm Safetyent Association (ISEA) e publicada em 2016, justamente para preencher essa lacuna. Desde então, ela se tornou referência global na especificação de luvas anti-impacto para setores como mineração, óleo e gás, construção civil e manufatura pesada.
Como a ANSI/ISEA 138 avalia a resistência ao impacto
O método de teste da ANSI/ISEA 138 simula o impacto de objetos contundentes sobre diferentes regiões da mão, especificamente os dedos, os nós dos dedos e o dorso. Para cada região, mede-se a força transmitida pela luva após o impacto. Com base nesses resultados, a luva recebe uma classificação por nível de proteção.
Os três níveis definidos pela norma são:
- Nível 1: transmite até 9 kN de força de impacto — proteção básica para riscos leves
- Nível 2: transmite até 6,5 kN — proteção intermediária para riscos moderados
- Nível 3 (mais alto): transmite até 4 kN — proteção superior para ambientes com alto risco de impacto
Quanto menor a força transmitida, maior a capacidade de absorção da luva e, portanto, mais elevado o nível de proteção. Vale destacar que uma luva pode receber classificações diferentes para cada região testada, o que torna importante analisar os resultados por zona e não apenas o nível geral.
Por que essa norma importa na escolha do EPI correto
A importância da ANSI/ISEA 138 vai além da classificação técnica. Na prática, ela oferece três benefícios concretos para quem específica ou adquire luvas anti-impacto:
Comparabilidade objetiva
Com a norma, é possível comparar modelos de fabricantes diferentes com base em dados mensuráveis, e não apenas em alegações de marketing. Isso é especialmente relevante para analistas de compras que precisam justificar tecnicamente a escolha de um fornecedor.
Adequação ao risco real
A classificação por nível permite alinhar o EPI ao perfil de risco de cada função. Atividades com impactos frequentes e severos, como içamento, perfuração e operação de equipamentos pesados, exigem nível 3. Funções com exposição mais leve podem ser atendidas com níveis inferiores, sem sacrificar conforto e destreza desnecessariamente.
Respaldo em auditorias e fiscalizações
Luvas certificadas pela ANSI/ISEA 138 oferecem documentação técnica que ampara a decisão de compra em caso de auditoria, fiscalização ou investigação de acidente. Isso reduz a exposição legal tanto da empresa quanto do profissional responsável pela especificação do EPI.

Como identificar se uma luva atende à ANSI/ISEA 138
A identificação é feita por meio de um ícone padronizado na etiqueta da luva — geralmente representado por uma mão com um número (1, 2 ou 3) indicando o nível de proteção alcançado. Além disso, cada dedo da mão no ícone pode ter uma classificação individual, refletindo o desempenho específico em cada zona testada.
Ao avaliar um modelo, verifique:
- Se o fabricante apresenta o laudo de teste realizado por laboratório credenciado
- Se o nível de proteção indicado corresponde à região de maior risco na atividade executada
- Se a certificação está atualizada e se aplica ao modelo específico — e não apenas à linha de produtos
ANSI/ISEA 138 e outras normas: como elas se complementam
A ANSI/ISEA 138 avalia exclusivamente a resistência ao impacto. Em ambientes industriais, porém, os riscos raramente são isolados. Por isso, ela é frequentemente usada em conjunto com outras normas de proteção mecânica:
- ANSI/ISEA 105: resistência ao corte, abrasão e perfuração
- EN 388: norma europeia equivalente para riscos mecânicos
- EN 407: resistência ao calor e chamas
Dessa forma, a especificação completa de uma luva anti-impacto para ambientes de alto risco deve considerar o conjunto de normas aplicáveis ao perfil de risco da função — e não apenas uma delas isoladamente.
A ANSI/ISEA 138 transformou a forma como luvas anti-impacto são especificadas e comparadas no mercado industrial. Entender seus níveis de proteção, seu método de avaliação e sua relação com outras normas é o ponto de partida para uma escolha tecnicamente correta — e para garantir que o EPI escolhido vai, de fato, proteger o trabalhador nas condições reais de trabalho.
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